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Muito se comenta sobre Frankfurt, mas pouco se
conhece de fato. O que mais se fala é de sua força econômica: ela é
a capital financeira da Alemanha e, por isso mesmo, um dos grandes
centros financeiros na Europa. Por ela, passam aviões em trânsito para o
mundo inteiro, com 1.400 pousos e decolagens diariamente.
Cortada pelo Rio Main, Frankfurt foi fundada
no século 8 e já no século 12 era famosa na Europa por sua feira com
produtos do Mediterrâneo ao Báltico. Das construções históricas, no
entanto, pouco restou depois do bombardeio da Segunda Guerra Mundial.
A região de Römerberg concentra as atrações mais antigas,
como as igrejas Paulskirche e a Catedral (Dom), que tiveram de ser parcialmente
reconstruídas. Do alto da torre do Dom há uma plataforma para ver a
cidade ao redor do Rio Main. Uma panorâmica ainda melhor é possível
do telhado do shopping Zeilgalerie, alguns quarteirões acima do Centro
Histórico.
Os prédios espelhados e arranha-céus dominam a
paisagem da cidade. Aqui fica o segundo prédio mais alto da Europa, o
Commerzbank Tower, com 56 andares e 259 metros de altura. Símbolo da
cidade em que mais de 400 bancos têm sede, ele é uma maravilha da
arquitetura pós-contemporânea-do-novo-milênio. Frankfurt é tão
chegada a modernidades que seu estádio, o Waldstadion, tem teto
retrátil para proteger da chuva. Embora o time local, o Eintracht
Frankfurt, não seja nenhuma potência, o estádio construído em 1920 e
várias vezes reformado é sempre palco de decisões importantes.
Frankfurt é famosa também entre intelectuais do
mundo inteiro por sediar a maior feira internacional de livros, por ser
a cidade natal de Goethe e por dar nome a um grupo de filósofos
marxistas do século 20, a Escola de Frankfurt. Tudo somado, resulta
numa cidade muito rica e moderna, com um fluxo intenso de estrangeiros e
forte tradição cultural.
Uma curiosidade: apesar de sua tão aclamada
globalidade, a cidade mantém uma cozinha tradicional e própria. São
da região as famosas salsichas frankfurter, macias e levemente
defumadas. Menos suave e muito típico é o Handkase mit Musik (o nome
é bizarro: traduz-se como "queijo de mão com música"), um
queijo branco marinado em vinagre e azeite é servido com cebolas cruas e
cominho. Coisa forte mesmo. Outra especialidade da região é o grünne
sausse (molho verde), que leva sete ervas e cobre pratos variados, de
batatas assadas a bifes.
Você pode encontrar também algo diferente, por toda
a cidade é possível encontrar uma lojinha de döner kebab, que lembra o
churrasquinho grego do brasileiro. Sossegue: o kebab vendido nas
ruas de Frankfurt é totalmente higiênico. Ele pode ser de carne de boi,
carneiro ou frango e vem com diversos (bons) acompanhamentos
apimentados. Um sanduíche desses vale por uma refeição.
Frankfurt é a terra do vinho de maçã, Apfelwein, também
chamado de ebbelwei ou stöffche, bebida suave que agrada particularmente
as senhoras. Mas como não poderia deixar de ser, lá tem a cerveja do tipo
do tipo Helles, é a mais servida na região de Frankfurt, sobretudo as
produzidas na cervejaria Binding, a maior da região. Nos pubs também se
encontram variedades mais sofisticadas da bebida como a Alt, de teor alcoólico
mais elevado.
Uma curiosidade em MÄRCHENSTRASSE, existe um longo
caminho de 600 quilômetros, que os irmãos Jacob e Wilhelm Grimm circularam
no começo do século 19 em busca de histórias folclóricas para seus livros,
entre eles os clássicos Cinderela e Rapunzel. Não à toa, a estrada é
chamada de Rota do Conto de Fadas.
É uma rodovia longa e cheia de curvas, para seguí-la, é bom pegar um mapa
no escritório de turismo de Frankfurt, na Hauptbahnhof.
Se não tiver muito tempo, faça um caminho básico, visitando as cidades de Hanau,
Steinau (com castelo, palácio e um delicioso teatro de bonecos),
Marburg e Kassel, que fica a 200 quilômetros de Frankfurt. Nessa cidade
há um museu dedicado aos irmãos Grimm (que aqui viveram entre 1805 e
1830) e dois castelos fabulosos: o Wilhelmshöhe, do século 18, com uma
importante coleção de arte, e o Löwenburg, do século 19, inspirado
na arquitetura medieval escocesa.
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